Automedicação pode ocultar sintomas e colocar sua saúde em risco

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Para a maioria das pessoas, a automedicação é vista como uma solução para o alívio imediato de sintomas. O que ninguém leva em conta é que o uso de medicamentos sem orientação médica pode ampliar os riscos de um problema de saúde ainda mais grave. No caso do novo coronavírus, pode ser ainda mais grave, já que pode ocultar os primeiros sinais da doença.

Quem toma remédio por conta própria não considera a possibilidade de estar escondendo sinais de doenças mais sérias do que uma dor de cabeça ou de estômago, por exemplo. Existe ainda o risco de desenvolver reações alérgicas e intoxicações. Além disso, a interação medicamentosa pode causar danos colaterais ainda mais perigosos e até sobrecarregar os funcionamento dos órgãos.

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O uso de analgésicos sem orientação médica, por exemplo, é muito perigoso. Eles acabam com a dor, mas podem atrasar o diagnóstico de alguma doença grave — pressão alta e até câncer. Além disso, o uso em doses excessivas pode danificar o fígado, causando até a falência do órgão.

Medicamentos para dores de estômago também podem ocultar um problema cardíaco. Os descongestionantes, que aliviam os sintomas do nariz entupido, podem elevar a pressão sanguínea. A lista de efeitos colaterais causados pelo uso indiscriminado de medicamentos é imensa.

Por isso, é importante não tomar remédios sem orientação de um médico — seja em uma consulta presencial ou por meio da telemedicina, sem sair de casa. Se você tiver alguma dúvida sobre qualquer medicamento, como a posologia ou a interação entre diferentes remédios, você deve consultar o seu médico ou buscar assistência de um farmacêutico, que poderá te orientar sobre as principais recomendações — tomar com água, em jejum ou depois de comer etc.

Automedicação pode afetar a imunidade

A automedicação com corticóides também representa um risco para o organismo. Este tipo de medicamento, que tem ação anti-inflamatória e é comprado sem receita médica nas farmácias, pode aliviar rapidamente dores e alergias, mas também causar insuficiência renal, agredir as paredes do estômago e provocar infecções graves.

“Quando o remédio se trata de um antibiótico, os riscos são ainda maiores. O seu uso descontrolado tende a facilitar a resistência dos microrganismos (agentes externos), dificultando o tratamento de uma doença”, aponta a rede de centros médicos Dr. Consulta. Desta forma, o corpo fica sem imunidade, prejudicando as defesas para combater doenças provocadas por bactérias, que se proliferam rapidamente, reduzindo as chances de recuperação e tornando necessário o uso de drogas ainda mais fortes.

A combinação de dipirona, mucato de isometepteno e cafeína, famosa entre pessoas que sofrem com enxaquecas, pode parecer inofensiva, mas pode causar até mesmo choque anafilático em pessoas com doenças respiratórias, como asma.

Por conta das campanhas de saúde, a maioria das pessoas sabe que o ácido acetilsalicílico não deve ser tomado por pessoas com dengue por sua ação anticoagulante (a doença pode causar hemorragias internas).

Além disso, a droga pode reduzir a eficácia do captopril, usado por pessoas com doenças cardíacas contra hipertensão. Outro efeito é aumentar a ação da insulina, levando a um quadro de hipoglicemia. Nem a vitamina C escapa da lista de interações medicamentosas, já que ela pode inibir a ação dos antibióticos.

“É fundamental que um profissional qualificado te oriente quanto aos efeitos colaterais, doses diárias e duração do tratamento”, recomendam os especialistas do Dr. Consulta.

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