Como o coronavírus é transmitido e de que forma ele ataca o corpo?

O novo coronavírus é transmitido por meio de gotículas de secreções, seja pela saliva, pela tosse, espirro, contato próximo e até mesmo por superfícies e objetos contaminados. Nos humanos, a principal porta de entrada é por meio das vias aéreas altas (nariz e boca). Ele infecta as células desta região e passam a se replicar — é por isso que alguns dos primeiros sintomas relatados são dor de garganta e nariz entupido ou coriza (clique para fazer uma avaliação dos seus sintomas).

A partir do momento em que é transmitido, o coronavírus consegue se reproduzir com facilidade nas vias aéreas superiores e pode até atingir as partes inferiores do sistema respiratório, descendo pela garganta e afetando a traqueia e os pulmões, causando tosse e provocando inflamação e acúmulo de líquido em casos mais graves.

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O uso de máscaras e a higienização com água e sabão é a principal recomendação para evitar o contágio pela Covid-19. Isso porque o sabão desmancha a camada de gordura do vírus, destruindo a parte externa dele e matando-o.

O álcool 70%, tanto em gel como líquido, tem atuação semelhante, já que ele desidrata as gorduras e proteínas do vírus. Entretanto, vale lembrar que o álcool em concentração inferior ou superior não é eficaz no combate à Covid-19: em menor porcentagem, não é suficiente para matar o vírus; em maior, evapora rápido demais para atuar contra ele.

Para higienização da casa, o desinfetante comum, o detergente e a água sanitária são suficientes para matar o vírus. Não há necessidade de lavar utensílios com água quente.

Caso os sintomas se agravem, como febre alta e falta de ar, deve-se buscar atendimento médico – se possível, de forma remota (por telefone ou outros canais, como a telemedicina), para orientações sobre a urgência de buscar socorro em hospitais.

Vale destacar que pessoas idosas podem não apresentar febre — por isso, fique atento aos demais sintomas.

Quanto tempo o vírus sobrevive em superfícies?

Ainda não está claro quanto tempo o vírus pode sobreviver fora do corpo humano. Mas os primeiros estudos já começaram a dar sinais que podem nos orientar durante a pandemia. Cientistas dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) da Universidade da Califórnia, de Los Angeles, e de Princeton, nos EUA, afirmam que o Sars-Cov-2 pode sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, entre elas o plástico e o aço. O vírus ainda sobreviveria até 24 horas sobre o papelão, e 4 horas sobre o cobre.

Em uma simulação de uma tosse, por exemplo, o vírus permanece suspenso no ar por entre 40 minutos e 2h30 – isso vale para o ar condicionado, por exemplo, segundo os resultados do estudo publicados em um artigo na revista científica The New England Journal of Medicine. Em pesquisas chinesas, os dados apontam que o vírus poderia ser eliminado nas fezes. Por isso, é imprescindível dar a descarga com a tampa do vaso sanitário fechada, evitando a proliferação de partículas.

Ainda não se sabe por quanto tempo o vírus sobrevive em tecidos. Por isso, a recomendação é tirar a roupa e lavar, nada de usá-la outra vez.

Como prevenir-se

Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, ou o uso de álcool gel ou líquido na concentração 70% são ideais para fazer a higienização. É importante também cobrir a boca e o nariz com lenço ou até mesmo com o braço ao tossir ou espirrar. No caso do uso do lenço, ele deve ser descartado imediatamente, e é preciso higienizar as mãos.

Evite também aglomerações, tente manter uma distância de cerca de 2 metros das pessoas em áreas públicas e mantenha os ambientes bem ventilados, sem ar condicionado. Vale lembrar que as pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus.

O coronavírus é transmitido de forma comunitária no Brasil, ou seja, não é preciso ter contato com pessoas que voltaram do exterior. Isso significa que é possível contaminar-se em qualquer lugar.

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