Covid-19: Quem tem doenças cardiovasculares deve manter remédios

As pessoas com doenças cardiovasculares fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus e devem intensificar as medidas de prevenção, como lavar as mãos ou usar álcool gel 70% e adotar o isolamento social. Isto porque sabe-se que o coronavírus pode atacar as células do pulmão por meio da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), que está presente em medicamentos que são usados para tratar pressão alta e doenças do coração.

Mas, diante da falta de estudos que comprovem que estes medicamentos agravam o quadro da doença, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a manutenção dos remédios de uso contínuo.

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Desta forma, as doenças cardiovasculares seguem controladas, evitando descompensações cardíacas e picos de pressão que podem ampliar os riscos de complicações e morte destes pacientes.

Por isso, mantenha o uso regular da sua medicação. Se tiver dúvidas, entre em contato com o seu médico. Para evitar sair de casa, você pode buscar orientações por meio de uma teleconsulta.

“Com base nas evidências atuais, fica clara a recomendação quanto à não-suspensão de inibidores da ECA, tendo em vista os riscos da retirada desses medicamentos em pacientes estáveis e o potencial benefício do uso dessa medicação em pacientes acometidos por uma infecção pelo SARS-CoV-2″, ressalta a SBC.

Entre as principais complicações cardiovasculares causadas pela Covid-19 em algumas das pessoas contaminadas pelo novo coronavírus estão o impacto direto no coração, causando arritmias, isquemia miocárdica, enfarte e miocardite.

“A expressão da ECA2 foi identificada no pulmão, principalmente em células alveolares, o qual seria o local predominante da ação inicial do Sars-CoV-2. Além do pulmão, a ECA2 é também expressa no coração, epitélio intestinal, endotélio vascular e rins, o que sugere um potencial para atuação do vírus ao entrar na corrente sanguínea, e poderia contribuir para a disfunção de múltiplos órgãos observada em casos mais graves da Covid-19”, diz a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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