Depressão

O que é depressão?

A depressão é uma condição associada às alterações de humor, principalmente com uma sensação de tristeza profunda, afetando negativamente a forma como a pessoa vê as coisas. Esta infelicidade crônica pode facilmente ser confundida com as sensações ruins ocasionadas por acontecimentos desagradáveis da rotina — no caso dos idosos, pode até ser confundido com apatia, mas ela pode atingir crianças e adultos.

Existem fatores fisiológicos que podem causar a depressão, como a hereditariedade e até mesmo questões envolvendo a bioquímica do cérebro causadas por deficiências nos neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, da atividade motora, da fome e do sono. 

Entre estes neurotransmissores estão alguns nomes conhecidos, como a serotonina (ligada à sensação de bem-estar, ao sono e à ansiedade), a noradrenalina (auxilia na criação da memória e deixa o corpo pronto para agir em situação de perigo) e a dopamina (ligada à coordenação dos movimentos e à sensação de recompensa).

Episódios contínuos de estresse podem motivar episódios depressivos nas pessoas com predisposição genética. A depressão pode afetar ainda o sistema imunológico e o cardiovascular — a noradrenalina, por exemplo, tem importante papel na manutenção da pressão sanguínea; a doença neurológica de Parkinson é causada pela perda de neurônios geradores de dopamina.

TelemedicinaCausam depressão ainda condições como o hipotireoidismo, alterações hormonais, especialmente nas mulheres, o consumo excessivo de álcool e o uso de drogas ilícitas como cocaína.

A depressão também é um dos efeitos colaterais de alguns medicamentos, como as anfetaminas.

Acontecimentos traumáticos na vida e episódios frequentes de estresse físico e psicológico também podem causar crises de depressão (são os chamados fatores ambientais).

Os quadros têm variações com diferentes graus, intensidades e duração. Vale lembrar que depressão não é loucura, preguiça ou desânimo.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a condição é aprincipal causa de incapacidade no mundo, incluindo a disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar.

Quais são os sintomas da depressão?

Além da tristeza profunda e da falta de interesse em fazer atividades, alguns sintomas são comuns e podem ser facilmente confundidos ou com mau humor e apatia:

  • Sensação de tristeza
  • Insônia ou sonolência excessiva
  • Mudanças de peso (perda ou ganho excessivo)
  • Perda de apetite (ou maior interesse em carboidratos e doces)
  • Fadiga ou cansaço excessivo
  • Problemas de concentração e falta de memória
  • Retardo motor ou dificuldades motoras
  • Culpa excessiva
  • Dor no peito
  • Sudorese
  • Taquicardia
  • Problemas digestivos
  • Redução da libido
  • Pensamentos suicidas

Fatores de risco

  • Histórico familiar
  • Estresse
  • Ansiedade
  • Baixa autoestima
  • Disfunções hormonais
  • Dependência de álcool e drogas ilícitas
  • Traumas psicológicos
  • Problemas cardiovasculares
  • Problemas endocrinológicos
  • Dores crônicas (fibromialgia)
  • Conflitos conjugais
  • Mudanças bruscas de condições financeiras e desemprego

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito por um médico psiquiatra após avaliação da história de vida do paciente e da realização de exames de estado mental. É preciso levar em consideração as condições físicas da pessoa. Um exame de sangue pode ajudar a identificar outras condições médicas, como um problema de tireóide, por exemplo.

A depressão é classificada em diferentes tipos. No caso leve, a pessoa tem alterações de humor e tristeza crônica na maior parte do dia, todos os dias, nos últimos dois anos. Entre os principais sintomas estão o cansaço, o desânimo, e falta de prazer e vontade de fazer atividades e a letargia.

A depressão endógena concentra os sintomas no período da manhã. A pessoa apresenta a perda de interesse em atividades prazerosas, lentidão psicomotora, problemas de memória, perda de apetite e de peso. A depressão atípica apresenta sintomas inversos, como o aumento do apetite e do ganho de peso, dificildades para dormir e sonolência durante o dia e responde de forma negativa aos estímulos.

Os casos mais graves são enquadrados como psicóticos, com a preseça de delírios e alucinações visuais e auditivas. A depressão secundária é associada com o efeito colateral de determinados medicamentos.

No caso de pessoas com mais de 60 anos, as manifestações podem acontecer de maneira menos evidente, como alteração de apetite, sono ou mudança no comportamento. Os familiares e cuidadores precisam ficar atentos.

Como se cuidar

O tratamento recomendado vai depender do tipo de depressão e do grau dos sintomas, associando acompanhamento psicológico e medicamentos. Estima-se que 95% das pessoas que seguem as recomendações de controle apresentam remissão total e seguem vida normal.

A terapia, online ou presencial, vai ajudar a pessoa a entender os seus sentimentos e complementar o tratamento medicamentoso, caso o psiquiatra considere necessário o uso de antidepressivos, ansiolíticos ou antipsicóticos.

É fundamental que a pessoa se comprometa com a terapia e a adesão ao tratamento.

Ficar em isolamento em casa pode dificultar o dia a dia e aumentar a tensão, ansiedade, angústias e medo. Manter a calma e fazer uma agenda positiva é muito importante. E ter uma rotina faz a diferença.

Um ritual ajuda a organizar melhor as tarefas, como acordar pela manhã e tirar o pijama. Ter um horário para as refeições, para descansar, para os exercícios e para fazer algo que gosta são fundamentais. 

A pessoa precisa ficar atenta para não deixar a medicação acabar, comprometendo-se com a continuidade do tratamento. Uma consulta virtual com seu médico, que poderá fazer uma receita virtual assinada digitalmente, pode ajudar.

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