Entendendo o coronavírus

O coronavírus é parte de uma família de vírus mais ampla (a CoV), que provoca  infecções respiratórias que vão desde um resfriado a síndromes respiratórias graves. A nova doença é identificada como Covid-19 pela OMS (Organização Mundial da Saúde). 

A família dos coronavírus é conhecida desde a década de 1960, e tem esse nome porque o vírus tem uma forma parecida com uma coroa. São tipos de coronavírus a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave, ou Sars-CoV-1), que atingiu a China em 2002, e a Mers (Síndrome respiratória do Oriente Médio, ou Mers-CoV), identificada na região em 2012. 

A Covid-19 foi descoberta em dezembro de 2019 na China, e significa “coronavirus disease 2019” (doença por coronavírus 2019, na tradução a partir do inglês).

Os principais sintomas da Covid-19 são febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar. Veja mais informações sobre outros sintomas menos frequentes. O período médio de incubação (prazo entre a data de contato com o vírus e o início dos sintomas) é de cinco dias, mas os sintomas podem aparecer em até 14 dias. A transmissão da Covid-19 ocorre por meio de gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, toque nas mãos e objetos contaminados, seguido de contato com olhos, nariz e boca. 

Ainda não se sabe a origem do novo coronavírus. Mas estudos indicam que morcegos podem ter sido os vetores de transmissão da doença durante o contato destes animais silvestres com humanos, seja por fezes ou saliva — e não necessariamente na alimentação.

Nos humanos, a principal porta de entrada do coronavírus é por meio das vias aéreas altas (nariz e boca). Ele infecta as células desta região e passam a se replicar — é por isso que alguns dos primeiros sintomas relatados são dor de garganta e nariz entupido ou coriza. A partir do momento em que consegue se reproduzir com facilidade nas vias aéreas superiores, ele pode atingir as partes inferiores do sistema respiratório, descendo pela garganta e afetando a traqueia e os pulmões, causando tosse e provocando inflamação e acúmulo de líquido em casos mais graves. Veja os principais cuidados que devem ser tomados com uma pessoa contaminada pela Covid-19 em casa.

 

Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, ou o uso de álcool gel ou líquido na concentração 70% são ideais para fazer a higienização. É importante também cobrir a boca e o nariz com lenço ou até mesmo com o braço ao tossir ou espirrar. No caso do uso do lenço, ele deve ser descartado imediatamente, e é preciso higienizar as mãos.

Evite também aglomerações, tente manter uma distância de cerca de 2 metros das pessoas em áreas públicas e mantenha os ambientes bem ventilados, sem ar condicionado. Vale lembrar que as pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus. Veja os principais cuidados que você deve ter ao sair de casa e os procedimentos indicados para alimentos vindos de fora.

A orientação do Ministério da Saúde é para que toda a população faça máscaras caseiras e use-as sempre que precisar sair de casa (veja como fazer a sua). O objetivo é evitar que pessoas assintomáticas transmitam o vírus, aumentando o número de indivíduos contaminados. As máscaras cirúrgicas devem ser usadas somente por profissionais de saúde.

A higienização com água e sabão é a principal recomendação para evitar o contágio pela Covid-19. Isso porque o sabão desmancha a camada de gordura do vírus, destruindo a parte externa dele e matando-o. 

O álcool 70%, tanto em gel como líquido, tem atuação semelhante, já que ele desidrata as gorduras e proteínas do vírus. Entretanto, vale lembrar que o álcool em concentração inferior ou superior não é eficaz no combate à Covid-19: em menor porcentagem, não é suficiente para matar o vírus; em maior, evapora rápido demais para atuar contra ele.

Para higienização da casa, o desinfetante comum, o detergente e a água sanitária são suficientes para matar o vírus. Não há necessidade de lavar utensílios com água quente.

 

Sim! Estamos trabalhando com nossa a rede de abastecimento para disponibilizar álcool gel nas lojas. É importante lembrar que, por conta da alta demanda, os estoques estão acabando rapidamente. Mas a RD está trabalhando junto aos fornecedores para fazer a reposição do produto da forma mais ágil e eficiente. 

 

A RD também adotou medidas como o limite de compra de 2 unidades de álcool em gel por cliente, para garantir que estamos atendendo cada vez mais pessoas e contribuindo com a saúde de todos. No Estado de São Paulo, seguindo instruções do governo estadual e da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), o álcool gel é vendido pelo preço de custo, ou seja, você paga o mesmo valor pelo qual compramos de nossos fornecedores, sem gerar lucros para as drogarias. Nos demais estados, permanece a política de preços adotada antes da pandemia.

 

Entretanto, devido à alta procura, as redes Droga Raia e Drogasil estão sem abastecimento de máscaras temporariamente. Assim que o fornecimento for normalizado, o produto será vendido a preços justos. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a recomendação para quem começar a desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe é o isolamento por 14 dias, evitando ao máximo o contato com os outros moradores da casa. Vale destacar que a Covid-19 tem transmissão comunitária no Brasil, ou seja, não é preciso ter contato com pessoas que voltaram do exterior. Isso significa que é possível contaminar-se em qualquer lugar. 

Caso os sintomas se agravem, como febre alta e falta de ar, deve-se buscar atendimento médico –se possível, de forma remota (por telefone ou outros canais), para orientações sobre a urgência de buscar socorro em hospitais. Vale destacar que pessoas idosas podem não apresentar febre — por isso, fique atento aos demais sintomas. Saiba mais sobre os cuidados que devem ser tomados com uma pessoa com o novo coronavírus em casa.  

O isolamento social ou familiar prevê a restrição de contatos entre pessoas e ambientes externos para evitar a circulação do vírus e, consequentemente, o aumento no número de pessoas contaminadas. O conselho é para que as pessoas evitem sair de casa sempre que possível. Desta forma, o número de pessoas com Covid-19 tende a cair e os hospitais podem dar conta dos atendimentos urgentes. 

Serviços essenciais como supermercados, farmácias e restaurantes (com esquema de entrega), além de transporte, por exemplo, seguem em funcionamento. Mas o ideal é sair o mínimo possível — tente organizar-se com a ajuda de um parente ou vizinho, e dê preferência para serviços online.

Já a quarentena restringe a circulação de pessoas. Em caso de decreto, pode envolver o fechamento de estabelecimentos, cancelamentos de eventos e até mesmo medidas punitivas contra quem desrespeita as restrições, como ocorre em alguns países.

Os estudos sobre o impacto da Covid-19 mostram que idosos (com mais de 60 anos) e portadores de doenças crônicas são mais vulneráveis ao vírus. Entre os grupos mais suscetíveis às complicações pela infecção estão pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias ou com baixa imunidade. 

Entre as doenças mais comuns que agravam a Covid-19 estão diabetes, hipertensão (pressão alta) e outras doenças cardíacas; asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e outras doenças respiratórias. Aparecem também na lista as que afetam a imunidade, como câncer, lúpus, doenças renais ou hematológicas. Obesidade e tabagismo também integram o grupo de risco. Gestantes também devem ter atenção especial com as medidas de prevenção, já que ficam com a imunidade mais baixa durante a gravidez). Veja as orientações para os diferentes integrantes do grupo de risco.

Os sintomas são similares aos de uma gripe e podem ser confundidos. Em comum, tanto a Covid-19 quanto a gripe podem apresentar febre, tosse seca, dor de garganta, dores no corpo e dores de cabeça. A falta de ar é o principal sintoma que difere as duas doenças. Veja mais informações para entender a diferença entre as duas doenças.

Existem dois tipos de teste para a Covid-19: um detecta o vírus, e o outro os anticorpos que o corpo produz no combate ao vírus. Eles têm períodos diferentes em que devem ser feitos após o contágio, e ambos devem ser realizados sob orientação médica para evitar o risco de interpretações equivocadas do resultado.

Um deles é RT-PCR (reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa), capaz de detectar o vírus no corpo humano por meio da análise da secreção das mucosas do nariz e da garganta. Com base em biologia molecular, o exame amplifica o genoma do vírus para possibilitar a detecção.

O outro é o teste sorológico, que utiliza o sangue para identificar a presença de anticorpos no sangue após a exposição ao coronavírus. Uma das questões que seguem em estudo é a identificação de quem e quando este tipo de exame deveria ser realizado. Quando é feito no momento certo, com a quantidade adequada de anticorpos produzidos pelo organismo, os testes imunológicos têm maior chance de acerto no diagnóstico positivo (vale consultar as especificações do fabricante de cada teste).

Tire suas dúvidas sobre os tipos de testes para Covid-19 aqui. Você também pode fazer o agendamento para o teste rápido em uma das lojas Droga Raia ou Drogasil disponíveis.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta afirmando que não há evidências de que as pessoas que se recuperaram do novo coronavírus e tenham anticorpos estejam protegidas contra uma segunda infecção pela Covid-19.

“Esperamos que a maioria das pessoas infectadas com a Covid-19 desenvolva uma resposta de anticorpos que forneça algum nível de proteção. O que ainda não sabemos é o nível de proteção ou quanto tempo esta proteção vai durar. Estamos trabalhando com cientistas de todo o mundo para entender melhor a resposta do corpo à infecção pela Covid-19. Até o momento, nenhum estudo respondeu a essas perguntas importantes”, diz a entidade. Saiba mais sobre as orientações da OMS sobre as pessoas que tiveram o diagnóstico positivo.

Até o momento, ainda não existe vacina para o novo coronavírus. Laboratórios, universidades e centros de pesquisa em todo o mundo já estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina. Ainda não se tem ideia do prazo para a conclusão deste trabalho. Alguns centros avaliam a possibilidade de sucesso em um período de 1 a 2 anos.

A vacina contra a gripe que vem sendo aplicada pelo Ministério da Saúde não previne contra a Covid-19. Para saber mais sobre quem deve ser vacinado, clique aqui.

O Ministério da Saúde afirma que não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia da cloroquina ou da hidroxicloroquina para casos de coronavírus. Mas o medicamento vem sendo usado apenas em pacientes graves hospitalizados devido aos estudos que estão em andamento desde janeiro. É importante destacar que ambos não devem ser usados para prevenir a doença nem para tratar casos leves — e de forma alguma devem ser usados como automedicação, já que podem causar efeitos colaterais.

A cloroquina é usada contra o coronavírus em ambiente hospitalar de forma controlada como complemento no tratamento, que ainda inclui assistência respiratória e outras medicações contra os sintomas — não há remédios específicos contra o novo coronavírus. 

Originalmente, a hidroxicloroquina é usada no tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite reumatóide. Comprá-lo em farmácias neste momento pode fazer com que portadores de doenças que dependem do medicamento fiquem sem o tratamento, colocando em risco a vida destes pacientes.

Pensando em nossos clientes e colaboradores, tomamos medidas responsáveis para contribuir com a saúde de todos. Adotamos o horário prioritário de atendimento para pessoas com 60 anos ou das 7h às 9h. Além disso, instalamos sinalizações para demarcar a distância segura entre as pessoas nas filas e disponibilizamos álcool em gel para higienização. Funcionários estão utilizando máscaras e luvas em suas jornadas de trabalho.

 

Mas se você preferir evitar o deslocamento até a loja, pode fazer a sua compra pelos apps da Droga Raia, da Drogasil e da Drogaria Onofre ou pelos nossos sites. Você tem as opções de solicitar a entrega em casa ou de retirar na loja mais conveniente para você por meio do sistema Compre&Retire.

O Ministério da Saúde flexibilizou as regras do Programa Farmácia Popular para autorizar o aumento da quantidade de medicamentos prescritos para 90 dias. Antes, o médico só poderia prescrever medicação suficiente para 30 dias de uso. A medida permite ainda o uso de procurações sem a necessidade de reconhecimento de firma — é preciso apresentar o documento oficial com foto e CPF do representante legal e do paciente.