Enxaqueca

O que é enxaqueca?

A enxaqueca, muito conhecida como uma doença de cabeça latejante, é uma condição neurológica, genética e crônica. Ela também tem o nome menos conhecido de migrânea, e é um tipo de cefaleia.

Ela é uma dor muito intensa, e pode incapacitar a pessoa de cumprir a sua rotina diária. É mais comum apresentar dores unilaterais na cabeça, normalmente acompanhadas de náuseas, vômito e intolerância à luz e odores. As crises podem durar algumas horas ou três dias.

A enxaqueca é causada por um processo neuroquímico no nosso cérebro, relacionado com  a falta de produção da serotonina, um neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar, ao sono e à dilatação dos vasos sanguíneos. Existe também uma relação da enxaqueca com os estrógenos, um hormônio feminino. É por isso que é uma condição mais comum em mulheres. Contraceptivos orais com estrogênio também podem causar enxaqueca.

Ela também costuma se manifestar em pessoas com o sistema nervoso mais sensível: quando as células são estimuladas, produzem atividade elétrica que desencadeiam desde os primeiros sinais da enxaqueca. A aura que as pessoas costumam enxergar é o resultado destas células na visão. 

A dor chega para valer quando a atividade elétrica chega a um nervo craniano responsável por mandar estímulos de dor para a região da mandídula, dos olhos e da testa. Com o estímulo deste nervo, o corpo libera substâncias inflamatórias, causando as dores larejantes, o enjoo e a sensibilidade ao som e à luz.

Quais são os sintomas da enxaqueca?

Uma das vantagens para quem convive com a enxaqueca é que os sintomas primeiros sintomas são fácilmente identificáveis:

  • Mudanças de humor;
  • Aura (alterações visuais, como pontos luminosos, linhas em ziguezague ou até embaçamento);
  • Perda de apetite ou vontade grande de comer doces;
  • Formigamento;
  • Tonturas ou sensibilidade a movimentos;
  • Náuseas

Já a enxaqueca apresenta os seguintes sintomas:

  • Dor latejante ou como uma ?EURoepressão?EUR? na testa, nos olhos, nas têmporas, na lateral e no topo da cabeça;
  • Dor no maxilar e nos dentes;
  • Enjoo e vômitos;
  • Hipersensibilidade a sons, luzes e cheiros;
  • Visão turva ou embaçada
  • Obstrução nasal
  • Coriza
  • Tensão nos ombros
  • Diarreia
  • Vontade frequente de urinar

Fatores de risco

Além da predisposição genética, existem muitos ?EURoegatilhos?EUR? que despertam as crises de enxaqueca:

  • Estresse, tensão e ansiedade;
  • Jejum;
  • Dormir mal;
  • Ciclo hormonal (vale tensão pré-menstrual, o período menstrual ou menopausa);
  • Alterações de humor;
  • Excesso de cafeína (café, chá preto, analgésicos com cafeína);
  • Chocolate;
  • Alimentos gordurosos, condimentados ou embutidos;
  • Adoçantes com aspartame;
  • Bebidas alcoólicas;
  • Tabagismo;
  • Sedentarismo;
  • Excesso de analgésicos;
  • DTM ou dor orofacial (Disfunção da Articulação Temporomandibular)
  • Depressão.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por médicos por meio da avaliação dos sintomas — não há um exame específico para detectar enxaqueca, mas ele pode pedir exames neurológicos ou até mesmo uma tomografia computadorizada. O médico levará em conta o histórico familiar e a periodicidade das dores.

Como se cuidar

A prevenção é o principal tratamento para evitar a enxaqueca. Se puder, faça um diário e anote não só os seus principais sintomas, mas também tente identificar os possíveis gatilhos do que pode ter causado a dor. Desta forma, é possível prevenir novas crises.

Ter horários regulares para comer e dormir ajudam a evitar as crises, além de beber bastante água. É importante evitar ficar horas diante do computador ou da televisão. A atividade física é crucial, já que auxilia o organismo a produzir não só a setoronina, mas também a enforfina, que ajuda a relaxar e a reduzir o estresse. 

Busque atividades que ajudam a relaxar o corpo, especialmente os músculos do rosto — nos casos de dores no maxilar, nos ombros e no pescoço — vale alongamento, meditação, exercícios de respiração. Até mesmo um acompanhamento psicológico pode ajudar a evitar as crises de enxaqueca, já que podem ajudar a lidar com as crises de ansiedade, estresse e os momentos de tensão.

TelemedicinaO atendimento emergencial tem foco no alívio dos sintomas, com a administração de analgésicos de efeito rápido, e não no tratamento da condição em si. Durante a pandemia, para evitar a exposição ao coronavírus em hospitais, é possível buscar orientação médica por meio da telemedicina ao detectar os primeiros sintomas da crise.

Sociedade Brasileira de Cefaleia lembra ainda que o hospital não é um ambiente amigável para pessoas durante uma crise de enxaqueca, já que é um lugar com luzes fortes, muito barulho, estressante e com odores intensos.

O médico, por meio de uma teleconsulta, pode ajudar a aliviar os sintomas da crise ou recomendar a busca por atendimento emergencial presencial quando necessário. ?EURoeQuando a medicação oral é tomada no momento certo, ela pode ser eficaz mesmo em crises de dores intensas?EUR?, diz a Sociedade Brasileira de Cefaleia, destacando que é um mito a ideia de que a medicação intravenosa é a melhor alternativa para aliviar a enxaqueca.

Não tome medicamentos sem orientação médica, especialmente analgésicos. Consulte um médico sobre quais são as melhores opções para alívio de sintomas. Lembre-se de que o excesso de analgésicos pode confundir o seu cérebro, fazendo com que ele se torne dependente da medicação — além dos danos causados ao sistema digestivo e aos rins.

Veja também: