Hipertensão: Como medir a pressão arterial da forma correta?

A hipertensão arterial é conhecida como uma doença silenciosa, ou seja, pode não manifestar qualquer sinal. A apresentação de sinais pode indicar que a condição crônica já está em uma fase mais avançada.

Entre os sintomas da hipertensão mais comuns estão a dor de cabeça, a tontura, a visão embaçada, zumbido no ouvido e dores no peito. Neste momento, é importante buscar orientação médica para diagnóstico e orientação adequados. O diagnóstico é feito por meio da medição de pressão arterial, sem que a pessoa necessariamente apresente os sintomas descritos.

Existem algumas regras para medir a pressão arterial: não fumar ou beber bebida alcoólica e café 30 minutos antes do exame, não fazer atividade física até 1 hora antes, esvaziar a bexiga e repousar por entre 5 e 10 minutos antes do procedimento. A pressão deve ser medida com a pessoa sentada.

O equipamento usado para medir a pressão da forma correta é o esfigmomanômetro, que é colocado ao redor do braço, que deve estar relaxado e posicionado na altura do coração, com a palma da mão para cima.

Com os aparelhos eletrônicos, basta apertar o botão para iniciar o procedimento — a braçadeira vai inflar e desinflar. Evite falar e mexer o braço durante a medição.

Caracteriza-se como hipertensão arterial quando os valores de pressão máxima e mínima são iguais ou superiores a 140/90 mmHg (ou 14 por 9, como se costuma dizer). Para efeito de comparação, uma pessoa saudável tem a pressão máxima e mínima perto de 120?–80 mmHg (12 por 8).

O primeiro número é a pressão sistólica, que aparece quando o coração bombeia o sangue. O segundo número é o da pressão diastólica. Acima de 12 na sistólica e por 8 na diastólica, o ideal é buscar orientação médica.

O que é pressão alta? 

A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma condição relacionada com a pressão sanguínea nas artérias. Ela tem relação com a força que o sangue precisa fazer para circular pelo corpo por causa do estreitamento ou endurecimento das artérias, que dificultam a passagem do sangue.

TelemedicinaO coração precisa fazer um esforço muito grande para bombear o sangue para que ele percorra o corpo todo. O resultado, a longo prazo, é o coração dilatado e as artérias danificadas.

A hipertensão é hereditária na maior parte dos casos, mas há fatores de risco que podem provocar a condição, como o sedentarismo, a má alimentação, o tabagismo e a obesidade, por exemplo.

O coração é o órgão mais afetado pela hipertensão. Além do esforço maior para o bombeamento sanguíneo, ele acaba não recebendo sangue e oxigênio suficientes.

Desta forma, pode ocorrer um infarto. O AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou derrame, também é outra consequência da pressão alta, já que as artérias podem ficar bloqueadas durante os picos de pressão, e podem até mesmo se romper em alguns casos.

A insuficiência renal também pode ser uma consequência da hipertensão, já que os rins deixam de filtrar o sangue que quase não chega aos órgãos.