Hipertensão

O que é hipertensão?

A hipertensão arterial, mais conhecida como pressão alta, é uma condição relacionada com a pressão sanguínea nas artérias. Ela tem relação com a força que o sangue precisa fazer para circular pelo corpo por causa do estreitamento ou endurecimento das artérias, que dificultam a passagem do sangue. O coração precisa fazer um esforço muito grande para bombear o sangue para que ele percorra o corpo todo. O resultado, a longo prazo, é o coração dilatado e as artérias danificadas.

Caracteriza-se como hipertensão arterial quando os valores de pressão máxima e mínima são iguais ou superiores a 140/90 mmHg (ou 14 por 9, como se costuma dizer). Para efeito de comparação, uma pessoa saudável tem a pressão máxima e mínima perto de 120×80 mmHg (12 por 8).

O coração é o órgão mais afetado pela hipertensão. Além do esforço maior para o bombeamento sanguíneo, ele acaba não recebendo sangue e oxigênio suficientes. Desta forma, pode ocorrer um infarto. O AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou derrame, também é outra consequência da pressão alta, já que as artérias podem ficar bloqueadas durante os picos de pressão, e podem até mesmo se romper em alguns casos. A insuficiência renal também pode ser uma consequência da hipertensão, já que os rins deixam de filtrar o sangue que quase não chega aos órgãos.

A hipertensão é hereditária na maior parte dos casos, mas há fatores de risco que podem provocar a condição, como o sedentarismo, a má alimentação, o tabagismo e a obesidade, por exemplo.

Quais são os sintomas da hipertensão?

A hipertensão é conhecida como uma doença silenciosa, ou seja, pode não manifestar qualquer sintoma. Entretanto, alguns sintomas podem ser:

  • Dor de cabeça
  • Dor no peito
  • Tonturas
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza
  • Visão borrada
  • Sangramento nasal

Fatores de risco

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio da medição de pressão, sem que a pessoa necessariamente apresente os sintomas descritos. A apresentação de sintomas pode ser um sinal de que a hipertensão já está em uma fase mais avançada.

Existem algumas regras para a medição: não fumar ou beber bebida alcoólica e café 30 minutos antes do exame, não fazer atividade física até 1 hora antes, esvaziar a bexiga e repousar por entre 5 e 10 minutos antes do procedimento. A pressão deve ser medida com a pessoa sentada.

O equipamento usado é o esfigmomanômetro, que é colocado ao redor do braço (que deve estar relaxado e posicionado na altura do coração). Com os aparelhos eletrônicos, basta apertar o botão para iniciar o procedimento — a braçadeira vai inflar e desinflar. O primeiro número é a pressão sistólica, que aparece quando o coração bombeia o sangue. O segundo número é o da pressão diastólica. Acima de 12 na sistólica e por 8 na diastólica, o ideal é buscar orientação médica.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos adultos brasileiros têm hipertensão. Entre maiores de 50 anos, este número chega a 50%. Estima-se que 60% das pessoas com mais de 65 anos tenham pressão alta. Entre 40% e 60% dos pacientes com a condição não seguem o tratamento de forma regular, aumentando o risco de desenvolver complicações.

Como se cuidar

A pressão alta pode ser controlada com orientação médica. Em caso de dúvidas, é importante buscar um médico de sua confiança de forma presencial ou por meio da telemedicina

O tratamento envolve a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e medicação em alguns casos. Quem definirá o melhor caminho é o médico. Em comum a todos, a dieta com redução de sal, sem alimentos gordurosos, e a prática de atividades físicas são  fundamentais para evitar que uma descompensação dos níveis de pressão arterial que possa causar uma ida ao pronto socorro.

TelemedicinaUma agenda ou aplicativos ajudam num controle do que comer e no acompanhamento das medições. Nas principais refeições, como almoço e jantar, uma opção é fazer um prato e não levar as travessas (e os temperos) para a mesa. A lista de compras de alimentos também merece atenção para não ter disponível em casa alimentos ricos em sal — fique de olho nos rótulos para o excesso de sódio. 

Quanto à prática de exercícios físicos, o controle na agenda ou por meio de aplicativos podem ser úteis. A recomendação, para quem não tem nenhuma restrição específica, é de pelo menos meia hora por dia.

Também vale para todos com diagnóstico de hipertensão arterial a perda de peso, no caso de obesidade, além de deixar de fumar e reduzir o estresse. Nos casos mais leves, estas mudanças são suficientes para o controle — sempre acompanhado do monitoramento com o equipamento de medida de pressão.

Para os casos mais graves, o médico pode indicar o controle com medicação anti-hipertensivas. Em relação ao tratamento medicamentoso, é importante manter o uso contínuo dos remédios indicados e ficar atento para não deixar a medicação acabar. Uma consulta virtual com médico, que poderá fazer uma receita digital assinada digitalmente, pode ajudar a manter a quantidade de medicamentos. Fique atento para o risco de interação medicamentosa — se tiver dúvidas, fale com um médico ou um farmacêutico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente alguns medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo programa Farmácia Popular mediante apresentação da prescrição em papel e de documento de identidade com foto e CPF.

Veja também:

Existem dois tipos de fatores de risco: evitáveis e inevitáveis. Entre os inevitáveis estão a hereditariedade, a idade (maiores de 60 anos têm maior risco) e a etnia, já que a condição é mais comum entre negros. Entre os fatores evitáveis, o sedentarismo e a má alimentação estão entre os principais vilões. Veja a lista completa de ambos os fatores:

  • Elevado consumo de sal
  • Falta de atividade física
  • Obesidade
  • Estresse
  • Tabagismo
  • Altos níveis de colesterol
  • Consumo de álcool
  • Hereditariedade
  • Diabetes
  • Idade acima de 60 anos
  • Mulheres pós-menopausa
  • Etnia negra 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio da medição de pressão, sem que a pessoa necessariamente apresente os sintomas descritos. A apresentação de sintomas pode ser um sinal de que a hipertensão já está em uma fase mais avançada.

Existem algumas regras para a medição: não fumar ou beber bebida alcoólica e café 30 minutos antes do exame, não fazer atividade física até 1 hora antes, esvaziar a bexiga e repousar por entre 5 e 10 minutos antes do procedimento. A pressão deve ser medida com a pessoa sentada.

O equipamento usado é o esfigmomanômetro, que é colocado ao redor do braço (que deve estar relaxado e posicionado na altura do coração). Com os aparelhos eletrônicos, basta apertar o botão para iniciar o procedimento — a braçadeira vai inflar e desinflar. O primeiro número é a pressão sistólica, que aparece quando o coração bombeia o sangue. O segundo número é o da pressão diastólica. Acima de 12 na sistólica e por 8 na diastólica, o ideal é buscar orientação médica.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos adultos brasileiros têm hipertensão. Entre maiores de 50 anos, este número chega a 50%. Estima-se que 60% das pessoas com mais de 65 anos tenham pressão alta. Entre 40% e 60% dos pacientes com a condição não seguem o tratamento de forma regular, aumentando o risco de desenvolver complicações.

Como se cuidar

A pressão alta pode ser controlada com orientação médica. Em caso de dúvidas, é importante buscar um médico de sua confiança de forma presencial ou por meio da telemedicina

O tratamento envolve a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e medicação em alguns casos. Quem definirá o melhor caminho é o médico. Em comum a todos, a dieta com redução de sal, sem alimentos gordurosos, e a prática de atividades físicas são  fundamentais para evitar que uma descompensação dos níveis de pressão arterial que possa causar uma ida ao pronto socorro.

TelemedicinaUma agenda ou aplicativos ajudam num controle do que comer e no acompanhamento das medições. Nas principais refeições, como almoço e jantar, uma opção é fazer um prato e não levar as travessas (e os temperos) para a mesa. A lista de compras de alimentos também merece atenção para não ter disponível em casa alimentos ricos em sal — fique de olho nos rótulos para o excesso de sódio. 

Quanto à prática de exercícios físicos, o controle na agenda ou por meio de aplicativos podem ser úteis. A recomendação, para quem não tem nenhuma restrição específica, é de pelo menos meia hora por dia.

Também vale para todos com diagnóstico de hipertensão arterial a perda de peso, no caso de obesidade, além de deixar de fumar e reduzir o estresse. Nos casos mais leves, estas mudanças são suficientes para o controle — sempre acompanhado do monitoramento com o equipamento de medida de pressão.

Para os casos mais graves, o médico pode indicar o controle com medicação anti-hipertensivas. Em relação ao tratamento medicamentoso, é importante manter o uso contínuo dos remédios indicados e ficar atento para não deixar a medicação acabar. Uma consulta virtual com médico, que poderá fazer uma receita digital assinada digitalmente, pode ajudar a manter a quantidade de medicamentos. Fique atento para o risco de interação medicamentosa — se tiver dúvidas, fale com um médico ou um farmacêutico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente alguns medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pelo programa Farmácia Popular mediante apresentação da prescrição em papel e de documento de identidade com foto e CPF.

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