Por que fumantes estão no grupo de risco da Covid-19

Como o tabaco inflama as mucosas das vias aéreas e prejudica as defesas do organismo, os fumantes apresentam maior risco de infecções por bactérias e vírus, incluindo o Sars-Cov-2, que causa a Covid-19. Por isso, quem fuma pode ser considerado dentro do grupo de risco do novo coronavírus, independentemente da idade.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) lembra ainda que fumantes podem ter doenças pulmonares ou a capacidade pulmonar reduzida por causa do cigarro. “Condições que aumentam a necessidade de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia”, destaca a organização.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, além da pneumonia, os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites e tuberculose.

Vale lembrar que os fumantes levam os dedos (e cigarros possivelmente contaminados pelas mãos) até a boca, uma das principais portas de entrada do coronavírus no organismo. Ele ataca as vias aéreas superiores, causando tosse seca e dor de garganta, antes de afetar os pulmões (saiba mais sobre os principais sintomas).

A Sociedade de Pneumologia ressalta ainda o perigo do compartilhamento de cigarros comuns ou eletrônicos e narguilés ?EUR”lembrando que pessoas assintomáticas também podem transmitir o vírus.

Ainda que os estudos sobre a Covid-19 sejam muito recentes, há dados que comprovam que fumantes contaminados pelo vírus acabaram precisando de mais intervenções médicas intensivas do que os não-fumantes, como os ventiladores em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), por exemplo.

Coronavírus: risco para fumante com DPOC

Fumantes são a maioria das pessoas que desenvolvem a DPOC, uma doença pulmonar inflamatória obstrutiva crônica que atinge o sistema respiratório como uma espécie de bronquite ou enfisema. A recomendação da Sociedade de Pneumologia é para que sejam mantidos os medicamentos de uso contínuo, como corticoides inalatórios (as bombinhas), isolados ou associados a broncodilatadores. Na dúvida, sempre consulte o seu médico ou busque atendimento médico remoto por meio da telemedicina. São mantidas também as orientações para evitar o convívio social mesmo sem sintomas de coronavírus.

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