Qual é a diferença entre o diabetes mellitus tipo 1 e 2?

Existem dois tipos principais de diabetes mellitus: tipo 1 e tipo 2. Ambos são condições crônicas que afetam o modo como o corpo regula a quantidade de açúcar no sangue. Esta glicose é o combustível que alimenta as células do seu corpo. Mas, para entrar nas células, ela precisa de uma chave: a insulina. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue, quebrando as moléculas de açúcar e transformando-as em energia para a manutenção das células do corpo humano. O órgão responsável pela produção da insulina é o pâncreas, uma glândula do sistema digestório.  No diabetes mellitus tipo 1, o pâncreas não produz insulina; no tipo 2, o corpo não absorve a insulina de forma adequada. O diabetes tipo 1 é influenciado por fatores hereditários e costumam ser detectados na infância ou na adolescência. A condição ocorre quando o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, que produzem a insulina.  Desta forma, não há como captar a glicose do sangue para transformá-la em energia. Para compensar esta falta de energia, o corpo humano começa a queimar gordura e músculos, causando perda de peso. No caso do diabetes tipo 2, o pâncreas produz a insulina. Mas pode estar produzindo em quantidade inferior ao necessário ou o próprio corpo humano desenvolveu uma resistência ao hormônio. Assim, o metabolismo do açúcar no sangue torna-se insuficiente, causando o acúmulo de glicose. Ainda que muitos dos sintomas da diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 sejam semelhantes, eles se apresentam de maneiras muito diferentes. Muitas pessoas com diabetes tipo 2 podem não apresentar sintomar por muitos anos, já que a condição se desenvolve lentamente ao longo do tempo. Elas só descobrem o problema com a insulina quando as complicações começam a aparecer. Pré-diabetes é quando o nível de glicose no sangue está acima do normal, mas não o suficiente para ser enquadrado como diabetes. Costuma ser causado por sobrepeso, e pode estar associado com a pressão alta e as alterações no colesterol. Em 50% dos casos, pode ser revertida com alimentação e atividade física regulares. Há também o diabetes gestacional, que costumam ser identificados durante os exames do pré-natal. Ele é semelhante ao tipo 2, mas o aumento do açúcar no sangue é um pouco menor. A condição aumenta o risco de complicações durante a gravidez e o parto. Por isso, deve ser monitorado com acompanhamento médico. O diabetes é diagnosticado por um exame de sangue simples, já que ele detecta as taxas de glicemia. Se apresentar sinais de alteração consideráveis, exames como o de Curva Glicêmica, um teste oral de tolerância à glicose, são indicados. Ele consiste na ingestão gradual de xarope de glicose, normalmente de 30 em 30 minutos, com intervalos para a coleta de sangue. Com o diagnóstico é positivo, a pessoa precisará adotar hábitos mais saudáveis em seu estilo de vida. É importante avisar também os parentes mais próximos, o plano de saúde e o seu empregador, para que as pessoas mais próximas de você saibam como ajudar em caso de eventuais complicações. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar os 100 mg/dL; duas horas depois de comer, a glicemia não deve passar de 140 mg/dL.