Reinfecção pela Covid-19? Entenda o caso investigado no Brasil

Um caso suspeito de reinfecção pela Covid-19 está sendo investigado no Brasil por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, onde uma técnica de enfermagem apresentou um segundo teste positivo para a infecção pelo novo coronavírus.

Segundo a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), a técnica de enfermagem de 24 anos apresentou, em maio, os sintomas da Covid-19, como enxaqueca mais intensa que habitual, mal-estar, fraqueza muscular, sensação febril, leve dor de garganta e congestão nasal.

Seu primeiro exame de RT-PCR (que identifica o vírus, e não os anticorpos, como um teste rápido) deu negativo. O exame de RT-PCR foi repetido no 9º dia de sintomas, confirmando o diagnóstico positivo de Covid-19. Seus sintomas desapareceram no 10º dia. Entenda a diferença entre o RT-PCR e um teste rápido feito na farmácia.

No fim de junho, 38 dias depois do exame positivo para Covid-19, ela voltou a apresentar sintomas da Covid-19, como mal-estar, dores musculares, enxaqueca intensa, fadiga, fraqueza, febre, dor de garganta, perda de olfato e de paladar, além de diarreia e tosse. Um novo exame de RT-PCR foi realizado, e o resultado para o novo coronavírus foi positivo, indicando um possível caso de reinfecção.

Reprodução: Jornal da USP

Segundo o Jornal da USP, já mais dois casos no Brasil suspeitos de reinfecção pela Covid-19 sob investigação. ambos no Hospital das Clínicas (HC), na capital paulista.

Entretanto, é preciso descobrir se é a mesma infecção causando sintomas novamente ou se a pessoa foi infectada uma segunda vez, já que teria ocorrido uma segunda exposição ao coronavírus. Neste caso, seria um indicativo de que a pessoa não teria criado imunidade ao vírus.

O biólogo Atila Iamarino explicou em seu Twitter que não há dados, no caso da técnica de enfermagem, sobre o genoma do vírus. “Não mostraram que o genoma do vírus da primeira infecção é diferente da segunda infecção. Não dá para descartar a persistência do mesmo vírus”, explicou.

“Pode ser o caso de a pessoa ter sido infectada de novo. Temos relatos aqui e ali de casos que indicam isso. Mas ninguém mostrou (até agora) que são dois vírus diferentes infectando a mesma pessoa. E as implicações são sérias demais para já assumir que é o caso”, sinalizou.

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