Como a telemedicina pode ajudar quem sofre com enxaqueca?

Para quem sofre com a enxaqueca, a telemedicina é uma alternativa viável para enfrentar as crises, especialmente no momento que as dores de cabeça latejantes começam a perturbar. Ela também tem o nome menos conhecido de migrânea, e é um tipo de cefaleia.  As crises podem durar algumas horas ou três dias.

Durante a pandemia da Covid-19, para evitar a exposição ao coronavírus em hospitais, é possível buscar orientação médica por meio da telemedicina ao detectar os primeiros sintomas da enxaqueca, já que uma crise pode incapacitar a pessoa de cumprir a sua rotina diária, além de provocar desidratação.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a ideia de que a medicação intravenosa é a melhor alternativa para aliviar os sintomas é um mito. “Quando a medicação oral é tomada no momento certo, ela pode ser eficaz mesmo em crises de dores intensas?EUR?, diz a entidade. 

Além do risco da Covid-19, o hospital não é um ambiente muito amigável para as pessoas que estão enfrentando uma crise de enxaqueca, já que é um lugar com luzes fortes, muito barulho, estressante e com odores intensos.

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O médico, por meio de uma consulta de telemedicina, pode avaliar o caso e indicar medicamentos adequados para aliviar os sintomas da enxaqueca, como as dores unilaterais na cabeça, normalmente acompanhadas de náuseas, vômito e intolerância à luz e odores. Nos casos mais severos, ele pode recomendar a busca por atendimento emergencial presencial quando necessário.

Não tome medicamentos sem orientação médica, especialmente analgésicos. Seja de forma presencial ou por meio da telemedicina, consulte um médico sobre quais são as melhores opções para alívio da sua crise de enxaqueca. Lembre-se de que o excesso de analgésicos pode confundir o seu cérebro, fazendo com que ele se torne dependente da medicação — além dos danos causados ao sistema digestivo e aos rins.

TelemedicinaPor exemplo, a combinação de dipirona, mucato de isometepteno e cafeína, famosa entre pessoas que sofrem com enxaquecas, pode parecer inofensiva, mas pode causar até mesmo choque anafilático em pessoas com doenças respiratórias, como asma. Veja mais riscos da automedicação.

A prevenção é o principal tratamento para evitá-la. Se puder, faça um diário e anote não só os seus principais sintomas, mas também tente identificar os possíveis gatilhos do que pode ter causado a dor. Desta forma, é possível prevenir novas crises.

Você sabe o que causa a enxaqueca? Entre os principais gatilhos estão o estresse, a tensão e a ansiedade; o jejum por tempo prolongado; dormir mal; no caso das mulheres, o impacto do ciclo hormonal (vale tensão pré-menstrual, o período menstrual ou menopausa); comer chocolate;  consumir cafeína em excesso, além dos alimentos gordurosos, condimentados ou embutidos; DTM ou dor orofacial (Disfunção da Articulação Temporomandibular), e a depressão. A lista é longa. Veja todos os fatores de risco.

Sintomas da enxaqueca

Aos poucos, quem sofre com as enxaquecas começa a identificar os primeiros sinais de que uma crise está vindo. São as alterações visuais (aura), como pontos luminosos, linhas em ziguezague ou até embaçamento; as mudanças de humor; a perda de apetite ou vontade grande de comer doces; formigamentos; tonturas ou sensibilidade a movimentos e náuseas.

E quando a enxaqueca chega para valer, ela provoca:

  • Dor latejante ou como uma ?EURoepressão?EUR? na testa, nos olhos, nas têmporas, na lateral e no topo da cabeça;
  • Dor no maxilar e nos dentes;
  • Enjoo e vômitos;
  • Hipersensibilidade a sons, luzes e cheiros;
  • Visão turva ou embaçada
  • Obstrução nasal
  • Coriza
  • Tensão nos ombros
  • Diarreia
  • Vontade frequente de urinar

O que é a enxaqueca?

A enxaqueca é causada por um processo neuroquímico no nosso cérebro, relacionado com a falta de produção da serotonina, um neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar, ao sono e à dilatação dos vasos sanguíneos. Existe também uma relação da enxaqueca com os estrógenos, um hormônio feminino. É por isso que é uma condição mais comum em mulheres. Contraceptivos orais com estrogênio também podem causar enxaqueca.

Ela também costuma se manifestar em pessoas com o sistema nervoso mais sensível: quando as células são estimuladas, produzem atividade elétrica que desencadeiam desde os primeiros sinais da enxaqueca. A aura que as pessoas costumam enxergar é o resultado destas células na visão.

A dor chega para valer quando a atividade elétrica chega a um nervo craniano responsável por mandar estímulos de dor para a região da mandídula, dos olhos e da testa. Com o estímulo deste nervo, o corpo libera substâncias inflamatórias, causando as dores larejantes, o enjoo e a sensibilidade ao som e à luz.

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