Como é feito o teste de Covid-19? Veja as diferenças

Existem dois tipos de teste de Covid-19: um detecta o vírus, e o outro os anticorpos que o corpo produz no combate ao vírus. Ambos devem ser realizados sob orientação médica para evitar o risco de interpretações equivocadas do resultado.

Um deles é RT-PCR (reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa), com base em biologia molecular. Basicamente, o exame amplifica o genoma do vírus para possibilitar a detecção.

O outro é o chamado teste rápido, que usa o sangue. Ele mede a existência de dois anticorpos que o corpo produz quando está enfrentando o vírus. As farmácias foram autorizadas a fazer o teste rápido, cujo resultado sai em cerca de 20 minutos. Clique para tirar as principais dúvidas sobre quem pode fazer o teste. 

O RT-PCR confirma a presença do vírus usando o código genético para identificá-lo. O teste rápido mostra que houve contato com o vírus, já que mede a resposta imune. Algumas das lojas da Droga Raia e da Drogasil estão realizando com agendamento o teste rápido.

O que é o teste de Covid-19 PCR?

O RT-PCR é chamado de “padrão ouro”, já que é capaz de detectar de forma mais precisa a presença do vírus no paciente. Ele é feito com as secreções das mucosas do fundo do nariz ou da garganta por meio do uso de uma haste flexível chamada de swab. Em hospitais, é possível analisar a secreção do pulmão, cujo resultado tem maior confiabilidade.

Este teste pode detectar a presença do vírus em média até o 12º dia de sintomas. Para o processamento da amostra, exige reagentes cuja maioria são importados. Além disso, ele exige equipamentos laboratoriais especiais, o que dificulta a sua realização em massa.

O teste RT-PCR vem sendo realizado em pacientes hospitalizados em estado grave, e seu resultado pode levar entre 6h e 24h para sair. Em laboratórios privados, ele também está disponível com agendamento prévio.

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Como é o teste rápido de Covid-19?

O outro é o teste sorológico, que identifica a presença de anticorpos no sangue após a exposição ao novo coronavírus — ou seja, ele detecta a defesa do corpo no combate ao vírus, e só o identifica dias após a infecção, e não o coronavírus exatamente. Ele pode ser feito de forma rápida, com uma gota de sangue tirada com um furo no dedo, ou pela coleta de sangue a partir de uma veia, como um exame tradicional.

O teste imunológico detecta os níveis de anticorpos IgM e IgG. O IgM funciona como um marcador para a fase mais aguda da Covid-19. Ele começa a ser produzido entre cinco e sete dias da contaminação. Já o IgG funciona como um indicador de imunidade após a exposição ao vírus, e ele demora um pouco mais para ser produzido pelo corpo humano.

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

A resposta do corpo ao novo coronavírus é variável de pessoa para pessoa, e a produção destes anticorpos começa entre o 7º e o 10º dia dos sintomas. Por isso, dependendo do paciente e da sensibilidade do exame realizado, o teste rápido tem maior probabilidade de acerto a partir deste período.

Quando é feito no momento certo, com a quantidade adequada de anticorpos produzidos pelo organismo, os testes imunológicos têm maior chance de acerto no diagnóstico positivo (vale consultar as especificações do fabricante de cada teste).

Em relação à interpretação, o grande problema é o chamado “falso negativo”, seja por ter sido feito fora da janela ideal de coleta de sangue ou por estar fora da janela de sensibilidade do teste de coronavírus. O que isso quer dizer? Significa que se o exame imunológico for feito antes da produção de anticorpos, ele pode dar um resultado negativo em um paciente que está contaminado e cujo sistema imunológico ainda não reagiu com a produção de anticorpos suficientes para a detecção. Ou que o indivíduo está dentro da margem de erro prevista pelo fabricante dos exames.

No SUS, o Ministério da Saúde está priorizando os testes para profissionais de saúde que atendem os pacientes contaminados pelo novo coronavírus, agentes de segurança (como socorristas, bombeiros, policiais e guardas civis). Em laboratórios da rede privada, qualquer pessoa pode pagar pelo teste. Algumas empresas fazem a coleta domiciliar ou em uma espécie de drive thru (dentro de um veículo, sem que a pessoa saia dele), para evitar a contaminação da amostra de sangue.

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